A nossa filosofia

Todas as ações da Escola Eugenio Montale, a sua maneira de agir e fazer são ditadas por uma determinada visão, por uma concepção, uma maneira de ver o mundo e assim é o fazer pedagógico. Isso a torna única, forte, diferente.

O conceito de aprendizagem, de escola e criança que movem as ações pedagógicas da Montale, se referem à filosofia Reggiana baseada no pensamento de Loris Malaguzzi além do pensamento de grandes pensadores importantes como Piaget, Vygotsky, Dewey.

Desde o final dos anos 90, quando a Escola Italiana Eugenio Montale era o centro de difusão da abordagem Reggio Emilia, que a filosofia Reggiana faz parte do projeto pedagógico da Escola. Em 2000 a escola trouxe, pela primeira vez ao Brasil, a exposição sobre a filosofia acima citada, “As cem linguagens”, famosa em todo o mundo. Desde então, essa aliança continua tanto na forma de trabalhar quanto nas reuniões e nos dias de formação e discussão que a escola promove com outras  escolas, universidades e associações.

Mas o que significa acreditar na filosofia reggiana?

• Significa ver a criança não como um ser indefeso mas como um ser forte e competente que desde o momento em que vem ao mundo entra em contato com este e com os outros, se questiona sobre o mundo, cria as próprias hipóteses e constrói relacionamentos, conhecimento e cultura. Uma criança competente nas construções de teorias interpretativas sobre a realidade, que constrói significados, portadora e construtora de direitos.
• Significa acreditar que a criança aprende com as interações com o mundo e com os outros, que tem a sua ideia do mundo e é protagonista do próprio processo de aprendizagem.
• Significa acreditar que o adulto não é o único detentor do conhecimento, mas é o membro mais experiente do grupo e mediador do relacionamento entre a criança e o conhecimento.
• Significa acreditar que é importante que o adulto tenha uma grande capacidade de escuta  que lhe permita “ouvir” os passos do processo cognitivo do próprio aluno e que mantenha, como dizia Gianni Rodari, o ouvido “verde” que lhe permite ver e entender o mundo fora de estruturas rígidas, capaz de suspender julgamentos e preconceitos e disponível a mudanças. Uma escuta como um verbo ativo que dá sentido e significado à mensagem e que não produz respostas, mas perguntas.
• Significa acreditar que a criança é feita de cem linguagens, todas igualmente importantes porque cada um de nós lê a realidade e se expressa em uma das muitas linguagens e que a escola deve apoiar /promover/estimular todas elas.
• Significa acreditar na importância da criatividade, do espanto, da curiosidade e que são necessários para o processo de aprendizagem.

• Significa acreditar na participação na escola como local de construção de conhecimento e cultura.
• Significa acreditar no debate e na importância da autonomia e pluralidade de pensamento como uma forma de incentivar o crescimento de um adulto crítico.
• Significa investigar, estimular, ouvir, observar as ações, pensamentos e lógicas interrogativas das crianças.
• Significa projetar e construir contextos que incentivem a escuta, os relacionamentos, o espanto/a surpresa, as dúvidas, a reflexão e o aprendizado.

Para saber mais, assista o vídeo da iniciativa internacional que envolveu a Escola Montale. Um importante projeto que aconteceu em colaboração com o Ufficio scolastico do Consulado Geral da Itália em São Paulo, a Fondazione Reggio Children e Pause – atelier dei sapori, em ocasião da IV Edição da Semana da Culinária Italiana promovida pelo Ministero degli Affari Esteri e Cooperazione Internazionale. Mais do que um vídeo é um exemplo de uma rede de escolas unidas em um único projeto, unidas por uma maneira de construir conhecimento e por uma visão diferente do que significa ser escola.

Veja o vídeo.