INTERCULTURALIDADE

Escola, para os gregos “σχολή”, indicava o espaço vital em que se praticava o ócio, a discussão livre, o aprendizado como experiência intensa. Era o lugar onde se debatia com o próprio mestre temas de seu interesse e questões filosóficas variadas. Na Idade Média a “escola” ganhou um local definido, com regras específicas. Alí se transmitiam conhecimentos e saberes e também se permitia a aquisição de conhecimentos técnicos.
Os Estados Nacionais e a Igreja tiveram um papel importante na criação e difusão de escolas pelos territórios neste período. Tal espaço era dividido entre aqueles que detinham o saber e aqueles que precisavam ser educados.

A educação nesse período era um instrumento de classe e recebia crianças e jovens prioritariamente abastados. O foco era na memorização de conteúdos e na sua respectiva exibição pública. A escola se transformou num espaço privilegiado onde se aprendia tudo o que era considerado digno de ser ensinado. Naturalmente, Estado e Igreja tinham objetivos diferenciados tanto em relação ao aprender quanto ao conteúdo a ser ensinado.

O conhecimento estava fundamentado nos mestres e nos livros. Aliás, os livros foram o instrumento privilegiado do conhecimento durante um longo período de tempo. A própria estrutura do espaço (que ainda permanece de alguma forma) sugeria isso: em cima de uma plataforma estava a mesa do professor e voltadas para ele todas as carteiras dos estudantes, prontos para receber os conhecimentos do docente. A disciplina era rigorosíssima e castigos físicos eram naturais.
Hoje em dia as crianças e os adolescentes não são mais considerados como tábula rasa, mas como indivíduos que possuem e constroem conhecimento. Percebeu-se que a aprendizagem e o saber estão em todos os espaços e não apenas na sala de aula.

O conhecimento não está apenas na figura do professor e nem nos livros. Nem no Google. O conhecimento é a construção do que o sujeito realiza por meio de suas leituras, percepções e vivências.